terça-feira, 13 de agosto de 2013

A sutileza de um batom vermelho

Eu sempre procurei me adequar num velho jargão onde se diz que temos dois olhos pra ver mais, dois ouvidos pra ouvir mais e uma boca pra falar menos. Compreendo que em algumas situações fica impraticável seguir esta norma, principalmente quando se trata de fatos censuráveis que tiram o benefício de outrem. 
A ganância e a gordura excessiva no olho, por exemplo, ainda modula o comportamento de alguns indivíduos de tal modo que não conseguem incorporar a mínima descrição possível para não ser tão astuto, sutil e inerte. Neste episódio, permanecer calado seria ato de bravura, mas chega a me incomodar ver tanta chavasquice e rustiqueza nas amarras de algumas pessoas, e permanecer como uma estátua.
Mesmo de mãos atadas, o antídoto é coibir certas prática apresentando o inverso e praticando o que ético. Porém, é notória a ausência de gentileza e sensibilidade em algumas faces, o que fica difícil em muitas ocasiões captarem a missiva.
E é nesta ordem que alguns justos levam um escorregão do tapete ou uma bofetada na cara e não sabem porquê.


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