Eu sempre procurei me adequar num velho
jargão onde se diz que temos dois olhos pra ver mais, dois ouvidos pra ouvir
mais e uma boca pra falar menos. Compreendo que em algumas situações fica
impraticável seguir esta norma, principalmente quando se trata de fatos
censuráveis que tiram o benefício de outrem.
A ganância e a gordura excessiva no
olho, por exemplo, ainda modula o comportamento de alguns indivíduos de tal
modo que não conseguem incorporar a mínima descrição possível para não ser tão
astuto, sutil e inerte. Neste episódio, permanecer calado seria ato de bravura,
mas chega a me incomodar ver tanta chavasquice e rustiqueza nas amarras de
algumas pessoas, e permanecer como uma estátua.
Mesmo de mãos atadas, o antídoto é
coibir certas prática apresentando o inverso e praticando o que ético. Porém, é
notória a ausência de gentileza e sensibilidade em algumas faces, o que fica
difícil em muitas ocasiões captarem a missiva.
E é nesta ordem que alguns justos levam
um escorregão do tapete ou uma bofetada na cara e não sabem porquê.

Nenhum comentário:
Postar um comentário