terça-feira, 13 de agosto de 2013

A sutileza de um batom vermelho

Eu sempre procurei me adequar num velho jargão onde se diz que temos dois olhos pra ver mais, dois ouvidos pra ouvir mais e uma boca pra falar menos. Compreendo que em algumas situações fica impraticável seguir esta norma, principalmente quando se trata de fatos censuráveis que tiram o benefício de outrem. 
A ganância e a gordura excessiva no olho, por exemplo, ainda modula o comportamento de alguns indivíduos de tal modo que não conseguem incorporar a mínima descrição possível para não ser tão astuto, sutil e inerte. Neste episódio, permanecer calado seria ato de bravura, mas chega a me incomodar ver tanta chavasquice e rustiqueza nas amarras de algumas pessoas, e permanecer como uma estátua.
Mesmo de mãos atadas, o antídoto é coibir certas prática apresentando o inverso e praticando o que ético. Porém, é notória a ausência de gentileza e sensibilidade em algumas faces, o que fica difícil em muitas ocasiões captarem a missiva.
E é nesta ordem que alguns justos levam um escorregão do tapete ou uma bofetada na cara e não sabem porquê.


sexta-feira, 19 de julho de 2013


Agora é a hora


Viver deve ser conjugado sempre no presente, assim como amar, sentir, partilhar...
O passado transformou-se em história e o futuro não pertence a nenhum sábio.
A cada milésimo de segundo um novo acontecimento marca a vida de alguém e o destino é responsável pra organizar ou desorganizar tudo.
Se alguma coisa é pra dá certo, dará, senão, de nada adianta tentar...

Sobre a Música Conversa de Botas Batidas


Nunca neguei a grande admiração que tenho pela Banda Los Hermanos, que pra mim não é apenas uma atração musical, mas uma filosofia de vida, em especial ao seu compositor e cantor Marcelo Camelo, que música inspirado nas mais diversas situações. Ouvindo agora a pouco "Conversa de botas batidas" meu coração apertou e me fez relembrar uma tragédia que aconteceu no Hotel Linda do Rosário, no Rio de Janeiro em 2002 que caiu na tarde do dia 25 de setembro de 2002, a tragédia não foi maior porque foram ouvidos estalos na estrutura cerca de 20 minutos antes do desabamento, possibilitando que os hóspedes e empregados do Hotel fugissem. No entanto, nem todos escaparam a tempo. Dois dias depois, os bombeiros encontraram dois corpos em meio aos escombros. Ele, professor, tinha 71 anos. Ela, bancária, tinha 47. Os corpos foram reconhecidos por suas respectivas famílias no dia seguinte. O filho do professor não quis que o nome do seu pai fosse divulgado em virtude das circunstâncias que envolveram sua morte, a bancária e o professor estariam vivendo um romance secreto, que acabou sendo revelado por causa do desabamento do Hotel Linda do Rosário. Seus corpos foram encontrados nus e abraçados sobre os restos de uma cama.

Ouça “Conversas de Botas Batidas” depois de conhecer a história do professor e da bancária, e me responda: esta canção não soa mais bonita após entender o contexto de sua letra?



Importante

Eu sempre gostei muito de escrever. Acho que se não fosse Administrador, seria Jornalista de Redação. O que me distancia hoje deste hobby é a árdua profissão que escolhi seguir: ser professor. Muitas vezes falta um tempinho pra expor.  Já escrevo dois blogs, ainda quando estudante. Dedicava-me tanto a eles, que o sono não chegava se antes eu não deixasse minha mensagem, minha bronca, ou até mesmo uma poesia. Acho isso tudo fantástico e pensando em reviver, em fazer o que gosto, “entrei na rede” novamente, com este blogger, espero que gostem, curtam, sigam e compartilhem.